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Eficiência energética e compras sustentáveis na abordagem do Ministério do Meio Ambiente

Everton Lucero, secretário de Mudança do Clima e Florestas MMA

Everton Lucero, secretário de Mudança do Clima e Florestas MMA

O secretário de Mudança do Clima e Florestas (Ministério do Meio Ambiente), Everton Lucero, participou da mesa de abertura do II Diálogo Finanças e Meio ambiente – Seminário Internacional de Eficiência Energética e Compras Sustentáveis, realizado dias 13 e 14 de setembro, na Esaf/Sede.

Após a abertura, em entrevista aos organizadores do evento, o secretário detalhou ações que vêm sendo adotadas, especialmente com relação aos temas tratados no seminário.

Esclareceu que, no contexto de eficiência energética, cabe destacar o acordo de Paris, que foi discutido na COP21 em Paris (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) em 2015 e entrou em vigor em novembro de 2016.

“Com base no acordo, o Brasil assumiu o compromisso de diminuir, em 2025, as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005. Deve agora adotar medidas práticas nos setores que têm maior perfil de emissões, como energia (responsável pela emissão de 37% dos gases de efeito estufa), agropecuária (32%) e florestas/desmatamento/uso da terra (18% das emissões)”, esclareceu Lucero.

Também declarou que o Brasil tem potencial grande para avançar ainda, a meta é chegar-se em 2030 com 10% de aumento da eficiência energética.

Sobre o papel do Ministério do Meio Ambiente, existe preocupação em articular setores da administração pública federal, estados, municípios e sociedade civil. Um exemplo prático já implantado é o projeto “Esplanada Sustentável”. Além disto, segundo o secretário, o Ministério está avaliando oportunidades e barreiras regulatórias.

Com relação ao outro tema do seminário, é opinião de Lucero que  será necessário atualizar o decreto que trata dos critérios para compras sustentáveis na administração pública. “Tomando como exemplo a demanda por produtos madeireiros, hoje dependemos muito da fiscalização; a médio e longo prazos será necessário investir na geração da economia florestal”.

Por fim, o secretário afirmou que “temos feito esforços para promover o poder de compra do governo federal, que pode ser usado como indicador da geração de demanda e valorização dos produtos da sociobiodiversidade”.